O blues candango de Gui Lopes com tempero carioca

Ele veio pro Rio para mostrar sua arte, e saiu de Brasília – cenário de boa parte da carreira da Legião Urbana. Gui Lopes representa a nova geração candanga e refaz “Boomerang Blues” com maestria, bons músicos e arranjo diferenciado. Reafirma o potencial das composições assinadas por Renato Russo através das gerações. É a faixa dois do CD promocional “Rádio Interprete”, em homenagem aos 55 anos que faria Renato Russo – com novas propostas musicais. Não ouviu ainda? Clique aqui e ouça! Aproveite e participe da promoção. Ainda dá tempo, até dia 27 de abril.

“Tudo começou na percussão, aos cinco anos de idade. Eu tocava nas batucadas que meu pai me levava. Rolava Cartola, Chico, Noel Rosa. Aos nove, morando em Brasília, estudei piano e saí aos onze, idade que marcou minha ida pra Recife e o início dos estudos de bateria até os dezessete. Tive três bandas, tocávamos de tudo. Sentia necessidade de ter mais profundidade em um instrumento harmônico, então comecei a treinar violão. Aos dezessete, voltei pra Brasília e entrei na EMB (Escola de Música de Brasília) cursando Canto Popular. Me inscrevi, fui parar no programa Raul Gil e com o empurrãozinho de uma professora que me apresentou ao Roberto Menescal, vim pro Rio aos dezenove. Gravei o primeiro CD em 2012”, resume Gui. “Ricky Vallen me convidou para fazer uma participação num show no Bar do Tom, em 2011. Fui bem recebido pela galera e fiquei entusiasmado pra me mudar para o Rio. A decisão se concretizou por causa do Menescal, que ouviu uma demo que eu o entreguei e me indicou um produtor que trabalhava com ele. Ele cedeu seu estúdio para gravação do meu primeiro CD e facilitou o contato com alguns músicos”.

“Boomerang blues” foi co-produzida pelo músico Marcelinho da Costa, baterista de rock experiente e que toca com Frejat. Também estão na faixa o tecladista Guilherme Gê e o saxofonista que toca com Lulu Santos, Mario PC.

Dos intérpretes e letristas nacionais, os preferidos de Gui são, em ordem, Caetano Veloso, Renato Russo, Raul Seixas, Gilberto Gil e Cazuza. “Definitivamente são minhas maiores influências. Jason Mraz, Dire Straits, Rolling Stones, Led Zeppelin, Pink Floyd, Beatles, os internacionais mais ouvidos”.

A convite da Legião Urbana Produções Artísticas, Gui escolheu – entre as dez disponíveis — Boomerang Blues para regravar. “É uma das músicas mais marcantes do Renato. É a faixa três do disco Renato Russo – Presente. Minha mãe me mandou assim que foi lançado porque eu só ouvia Renato nessa época. A voz do Renato está incrível nessa música, sou fã de blues e me identifico com a letra”, explica ele.

Para seguir a carreira, ele tem fé que vai mostrar um trabalho de qualidade – o que pode diferenciá-lo. “Se fizermos um bom trabalho, a força de uma gravadora será bem-vinda, apesar de não ser o único foco por haver alternativas como projetos de lei, shows menores, participações junto a outros artistas e composição. O importante é evoluir dentro do que me propus a fazer, afinal, lá na frente a gente olha pra trás e sente orgulho ou vergonha”, define o jovem talento.